Do Alto Tejo às imponentes Portas de Ródão…

… vistas de barco ou de canoa, passando pela ‘lavagem de ouro’
2016-05-28 (Sábado)

"Foi uma magnifica atividade, um belo passeio quer pedestre, quer de barco..."

As fotos do José Branco de Carvalho em https://photos.google.com/share/AF1QipN_MGZlCMVRhUL2DoFlt-acQt_47CUm6AJbPb3o0_fskdXN9q4y6EjBq7f9vOh5jQ?key=VnJlRG5VbFAxRHdNTWFiTTd4c0p2bUVBekktWDRn 

O álbum da Ana Tique em https://photos.google.com/share/AF1QipNd5RB4ezxuvD0_sdbf7Ln_iZbzBqorvFtlSD8kZjGy-JAQdqzfQKYZuWsZBrUZdw?key=N1B2TXY2VkhwSXRrMElOWU5RX3lrejdfaUIyN1dB 

 




Vamos passar um dia no Geoparque Naturtejo da Meseta Meridional...

...descendo o Alto Tejo até às Portas de Rodão, de barco ou de canoa, ligando dois percursos pedestres em que o Tejo é presença dominante.

Iniciamos a nossa actividade com um percurso pedestre na zona das Portas de Ródão, ao longo de uma cumeada na serra de S. Miguel, que nos leva ao miradouro sobre o espelho de água, onde nos poderemos deslumbrar com a vista magnífica do Tejo e sua envolvente.

Em seguida, descemos pela rocha, junto à encosta, recheada de zimbros e medronheirose rumamos para o Conhal do Arneiro. Aí encontramos vestígios da exploração mineira, outrora usada pelos romanos no garimpo do ouro que era abundante nas areias da região, onde poderemosaproveitar para subir a um dos gigantescos montes de seixos que o compõem. Saímos do Conhal por um caminho que se vai desenrolar ao longo de uma ribeira, passando por pequenas hortas, com os seus poços, picotas, muros de xisto e casas de telha mourisca. Finalmente, chegamos à povoação de Monte do Arneiro, onde se podem observar osfornos comunitários onde se cozia o pão, os poiais das casas, únicas pelos rodapéschaminés e minúsculos postigos (do folheto do trilho PR4 de VVR).

Terminada esta caminhada, o autocarro leva-nos para a povoação dos Perais, perto da fronteira com Espanha, onde iniciamos o segundo percurso pedestreDe Perais descemos em direcção ao Tejo pelo caminho da Telhada, percorrendo um troço de uma importante e ancestral via que atravessava o rio Tejo e ligava Barreira da Barca, Perais, a Lomba da Barca, no concelho de Nisa. No final do caminho, junto ao embarcadouro, observa-se uma pequena construção de planta circular e falsa cúpula, utilizada como abrigo do barqueiro. No bordo do caminho, na última centena de metros, pode observar-se um conjunto de placas de xisto gravadas com datas de enchentes, iniciais de nomes e cruzes. No ancoradouro era visível uma escala gravada na rocha, que media o caudal do rio e constituía a base para o preçário da barca. O preço da passagem variava consoante o nível do rio: a um maior caudal correspondia uma passagem mais cara (do folheto do trilho PR5 de VVR).

Chegados ao rio embarcamos nas canoas ou no barco, que nos esperam junto à pequena praia fluvial. Se o nível da água o permitir, poderemos observar um importante núcleo degravuras rupestres, datado da época neolítica, feitas pelo homem nas rochas xistosas ao longo da margem do rio. Este núcleo é o mais significativo de reduzido número de gravuras ainda visíveis desde a construção da barragem do Fratel. O Complexo de Arte Rupestre do Vale doTejo é um dos mais importantes conjuntos de arte pós-paleolítico da Europa, constituído por mais de 20.000 gravuras, dispersas ao longo de 40km de ambas as margens do rio Tejo. As gravuras, executadas na sua quase totalidade por picotagem, datam de um período que medeia entre 20.000 a.C. e finais da Idade do Bronze e representam símbolos geométricos, antropomórficos e zoomórficos.

Em seguida descemos o rio em direcção às Portas de Rodão, cuja passagem nos fará sentir pequenos ao olhar para cima, buscando os grifos no seu voo. O passeio terminará no cais fluvial de Vila Velha de Rodão.

Deste local, o autocarro leva-nos até ao Centro de Interpretação da Arte Rupestre do Vale do Tejo (CIART) no alto de VVR, que nos permite ver a exposição permanente onde se interpretam as diversas expressões culturais dos habitantes pré-históricos do vale do Tejo.

 

Recomendações: Levar calçado confortável e adaptado ao pé, protetor solar, pela surpresa do sol, e impermeável, se ameaçar chuva, água, farnel, máquina fotográfica e boa disposição. Um par de bastões é também uma boa sugestão, para ajudar nas breves descidas íngremes.

Para quem vai descer o rio de canoa, não esquecer uma muda de roupa e de calçado.


Cartografia: Folha 314 da Carta Militar de Portugal na escala 1/25000 do IGE.


Partida: Sábado, às 7h00, de Sete Rios, no local habitual.


Participação em viatura própria: Concentração às 9h00 no Restaurante ‘A Ponte do Enxarique’, Estrada Nacional 18 - Vila Velha de Ródão.  

Inscrições limitadas (no acto de inscrição deve indicar se pretende fazer canoagem ou ir no barco).

 

O preço inclui o transporte, o seguro, a informação e o mapa, assim como o passeio de barco ou de canoa.


Preços:
Autocarro 40,00€ Menores de 21 anos 20,00€
Preços:
Viatura própria 25,00€ Menores de 21 anos 10,00€