NÃO AOS PARQUES EÓLICOS NA SERRA DE MONTEJUNTO!!!

2011-12-28

Lutar pela verdade e a razão vale sempre a pena!

Declaração de Impacte Ambiental  DESFAVORÁVEL ao Parque Eólico do Cercal!

Quando em Janeiro o CAAL se associou aos protestos relacionados com a projectada construção de um parque eólico na Serra de Montejunto, sabíamos que estávamos a pugnar por uma causa merecedora do apoio de todos, montanheiros, escaladores e demais amantes da Natureza - que reconhecem naquele espaço um património natural inigualável.
A justeza da nossa posição foi agora confirmada, mediante o parecer desfavorável emitido pela Secretaria de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território em sede de Declaração de Impacto Ambiental.
O Clube de Actividades de Ar Livre congratula-se por esta decisão.


Manifestação de Associações de Defesa do Ambiente

 

Foi este domingo, dia 15 de Janeiro, na Serra do Montejunto, Cadaval, contra a instalação de um parque eólico em zona de Paisagem Protegida. 

 

O CAAL participou nesta manifestação contra a instalação de uma unidade industrial, neste caso aerogeradores, numa zona de Paisagem Protegida.

 

A manifestação teve lugar, às 11 horas, junto ao Centro de Interpretação Ambiental de Montejunto, sito na Quinta da Serra, em pleno centro geográfico da zona, e reuniu diversas associações e algumas dezenas de ambientalistas.

 

Estamos convictos que a sua instalação iria contribuir para empobrecer o património natural do País, a legar às gerações futuras, à semelhança de muitos outros parques eólicos que degradaram de forma irremediável serras como a da Freita e a da Lousã, rasgadas por estradas alcatroadas, devassando montes, outrora paisagens somente acessíveis às populações locais ou a caminheiros desembaraçados, ou ainda como os belíssimos lapiás do sítio protegido das Cezaredas, estes destruídos para construir “alamedas”  para interligar os aerogeradores, e muito mais exemplos poderiam ser dados.

 

Noutras instalações industriais, no caso dos postes eléctricos de alta tensão, após a sua instalação o terreno é recuperado com terra vegetal, voltando deste modo à sua situação anterior, minimizando assim os efeitos  destrutivos.

 

Não se percebe no caso dos aerogeradores o porquê do tratamento arbitrário da sua instalação, feita ao arrepio de qualquer razoabilidade. Parece que a “pressa” da instalação dos primeiros equipamentos contaminou até hoje todo o processo.

 

Os sócios do CAAL que percorrem o País de lés a lés e observam quer as suas belezas (cada vez menos…), quer as chagas, que os efeitos perversos da voragem das entidades, privadas e mesmo públicas, que engolem o País, abandonado lixo por todo o lado, construindo sem eira nem beira, ao sabor dos interesses, degradando a paisagem e o território com infraestruturas feitas de forma descoordenada, sentem-se tristes com este estado de coisas e tudo farão para denunciar o que está mal e poderá ser melhorado.

 

Salientamos da manifestação, em que participámos de forma coerente, as seguintes frases gritadas com convicção:

 

"Eólicas em Montejunto, é um insulto", "Quem quer tramar Montejunto?", "Montejunto é natural, não é industrial" e "Montejunto, plantemos carvalhos em vez de eólicas".

 

Desta forma: "Eólicas em Montejunto, não obrigada".

 

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Um grupo de Associações lançou uma “Petição contra a instalação do Parque Eólico na Paisagem Protegida da Serra de Montejunto dirigida à Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território.

 

A Direcção associa-se a esta tomada de posição e convida os sócios do CAAL a assinaram a petição, no mais curto espaço de tempo:

http://www.peticaopublica.com/?pi=MTJ2011

Para dar mais força a esta forma de participação democrática, uma das mais antigas, pede-se que, além da identificação, escrevam um comentário próprio, ou inscrevam o comentário seguinte:

"Basta de parques eólicos em paisagens protegidas: a geração presente tem o dever de preservar espaços naturais livres de actividade industrial, como legado para as gerações futuras e para que nós próprios possamos desfrutar a Natureza no seu estado de desenvolvimento espontâneo."

Tomemos partido e mostremos a nossa indignação pela ocupação frenética e abusiva da nossa paisagem pelas já omnipresentes torres eólicas!