Museu Nacional Ferroviário

De comboio até ao Entroncamento
2017-04-29 (Sábado)


O museu está instalado no Complexo Ferroviário do Entroncamento.

O museu, que gere um legado com mais de 150 anos, está instalado numa área de 4,5 hectares que comporta 19 linhas ferroviárias. O cenário da exposição, totalmente ferroviário, merece só por si uma visita. A colecção, constituída por 36.000 objectos de grandes e pequenas dimensões, habita edifícios notáveis.

visita guiada ao museu começa pela área 1 – Armazém de Víveres, onde existe acesso a um multimédia com introdução ao vapor; depois visita-se a área 2- Rotunda das Locomotivas a Vapor, onde se tem a possibilidade de subir a uma locomotiva, e termina-se na área 3- Antigas Oficinas do Vapor, onde se encontra parqueado diverso material circulante, sendo de salientar oComboio Real e o Comboio Presidencial.

No dia 29 de abril teremos ainda a oportunidade de visitar a exposição em que o Museu Nacional Ferroviário evoca a participação do Batalhão de Sapadores dos Caminhos de Ferro na I Grande Guerra, e que estará patente ao público de 10 de março a 23 de julho de 2017.

Nesse dia irá também decorrer no Museu Nacional Ferroviário, oevento ‘Módulos Ibéricos’, que poderá ser visitado pelo CAAL. Sendo um dos principais eventos anuais dedicados ao ferromodelismo na Península Ibérica, este encontro contará com a presença de mais de 30 participantes oriundos de Portugal e Espanha, que irão operar dezenas de módulos numa única e imponente maquete com mais de 100 metros de comprimento.

À semelhança de eventos anteriores, o espaço escolhido - asAntigas Oficinas do Vapor - será novamente partilhado pelos veículos da colecção do Museu e os módulos à escala H0, representando veículos nacionais, ibéricos e internacionais de diferentes épocas. O evento será dinamizado com uma programação que contará com várias circulações temáticas.

De referir que desde março o Museu Nacional Ferroviário no Entroncamento e no Lousado (Concelho de Vila Nova de Famalicão) integram a ERIH (European Route of Industrial Heritage) como pontos-âncora, a principal rota desta rede europeia. De acordo com os critérios da ERIH, obtêm a classificação de pontos-âncora os sítios que são considerados de excepcional importância histórica em termos de património industrial e que oferecem uma experiência de qualidade aos visitantes, constituindo marcos do Património Industrial Europeu. A ERIH engloba mais de 1300 sítios e museus industriais em 13 países europeus.

Após a visita ao Museu Ferroviário, e caso haja tempo, poderemos explorar alguns dos Bairros Ferroviários das imediações.

A cidade do Entroncamento

Nasceu em meados do séc. XIX, com os alvores da construção ferroviária, e começou por ser uma simples estação de caminhos-de-ferro.

O nome da cidade deriva do entroncamento ferroviário que aqui se formou, com a junção das Linhas do Norte e do Leste, em 1864. Charneira das ligações com o Leste e Beira Baixa, a estação do Entroncamento foi, durante décadas, ponto de paragem obrigatória para quem mudava da linha do Norte para a do Leste e vice-versa, quando o comboio era o meio de transporte mais utilizado.

Nesse tempo, muitos viajantes ilustres vindos da Europa pela Linha do Leste, ou fazendo o percurso inverso, almoçaram ou jantaram norestaurante da estação. Nas suas obras literárias, vários escritores se lhe referiram: Hans Christian Andersen, Ramalho Ortigão, Eça de Queiroz, Alberto Pimentel, Luzia (pseudónimo de Luísa de Freitas Lomelino) e Eduardo Meneres.

Nos anos quarenta do século XX, o Entroncamento era, depois do Barreiro, o segundo meio operário do país, representando o operariado mais de metade da sua população. A CP dotara a povoação de uma série de estruturas de apoio social, de uma dimensão talvez única a nível nacional, criando bairros para os empregados, uma escola, um armazém de víveres, um dispensário antituberculoso que funcionava como um centro de saúde, e ainda fomentava actividades desportivas. Paralelamente, com a evolução das tecnologias e o desenvolvimento das actividades ferroviárias, ia expandindo a área oficinal e reforçando a formação de pessoal, que teve o seu ponto alto na criação de um centro de formação, hoje designado por FERNAVE, um enorme edifício criado de raiz para estas funções, e que albergou o Instituto Superior de Transportes.

 A partir dos anos setenta, devido a alterações conjunturais ditadas pela história e pelo passar do tempo, esta situação inverteu-se. Com a gradual substituição da tracção a vapor pelo equipamento diesel e eléctrico e a introdução de novas tecnologias, assistiu-se à diminuição da mão-de-obra e à implementação de novas profissões, surgiram outros centros de interesse e de actividade profissional. Hoje, o Entroncamento ainda tem muitos residentes ligados profissionalmente aos caminhos-de-ferro, mas sem a dimensão do passado.

----------

A deslocação ao Entroncamento será feita em comboio, com partida de Sta Apolónia, devendo-se observar os seguintes horários:

Ida - Lisboa Sta Apolónia, partida às 13h15, chegada aoEntroncamento às 14h25, no Comboio Intercidades.

O local de encontro será no átrio da Estação de Sta Apolónia pelas 12h45.

Volta - Entroncamento, partida às 18h58, chegada a Lisboa Sta Apolónia às 20h00, no Comboio Intercidades.

A actividade depende de inscrição prévia, até ao dia 20, para podermos usufruir do desconto de grupo no comboio (preço único – 20,00€).

 

Existe possibilidade de utilizar viatura própria, sendo o local de encontro o Museu Nacional Ferroviário às 14h30 (preço único – 11,00€).