Tomar, a cidade dos Templários

De comboio, com visita ao Museu Nacional Ferroviário
2018-03-18 (Domingo)


Fomos de comboio! Reduzimos a pegada ecológica

Uma bonita passeta por Tomar, equilibrada e completa, com uma incursão ao muito bom Museu Nacional Ferroviário.

Parabéns aos organizadores! 

 



Vamos passar um dia na bela cidade de Tomar.

O nosso programa inicia-se com a visita ao Castelo templário e ao Convento de Cristo. Depois iremos à Ermida de Nossa Senhora da Conceição, passaremos pelo centro histórico (Igreja de São João Batista e Igreja de Santa Maria do Olival), e faremos uma caminhada na Mata dos Sete Montes, a antiga cerca do convento.

Ida e volta de comboio: no regresso, aproveitamos para visitar o Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento.

Centro histórico

A cidade de Tomar nasceu junto ao rio Nabão em data incerta, mas a sua fundação é indissociável da fundação do castelo sobranceiro. É o castelo templário, refundado em 1160 pelo mestre-procurador da Ordem do Templo D. Gualdim Pais, que albergava na cidadela a antiga povoação de Tomar. Ao expandir-se para as margens do Nabão, vai assentando a ‘vila de baixo’.

Com o seu crescimento, cresceu também em importância a Igreja de S. João Baptista, na actual Praça da República. Foi renovada ao longo do século XV e terminada em 1510, já no reinado de D. Manuel. No seu interior encontra-se uma importante colecção de pintura portuguesa renascentista, de que salientamos os quadros atribuídos a Gregório Lopes e à sua oficina, de quem também se podem ver pinturas na decoração da parede do deambulatório da Charola do Convento de Cristo.

É imprescindível uma visita ao Mouchão, belo parque rodeado pelas margens do Nabão, o açude e a sua famosa Roda, onde faremos o nosso piquenique, caminhar pela cidade velha e visitar a Igreja de Santa Maria do Olival, a caminho da Mata dos Sete Montes, a antiga cerca do Convento, onde faremos uma breve caminhada antes de nos dirigirmos para a estação ferroviária e apanhar o comboio de regresso.

Castelo templário e Convento de Cristo

O grande conjunto militar era composto pela alcáçova, último reduto defensivo, pelo castelo com a sua torre de menagem, pela cidadela e pela almedina, com o seu amplo perímetro de muralhas, para acolher e proteger a povoação. Aqui pode observar-se o possante ‘alambor’, um grosso embasamento das muralhas em declive acentuado, que impedia a aproximação dos exércitos inimigos às fundações dos muros.

Ainda antes de entrar no convento, avista-se a poderosa estrutura cilíndrica da célebre Charola do Convento de Cristo, uma rotunda românica que refere ao Santo Sepulcro de Jerusalém. O seu interior tem uma rica decoração, alvo de um restauro recente.

A visita ao convento inicia-se ao longo dos seus claustros góticos. Do claustro adjacente à Charola observa-se o exterior do alto-coro manuelino, acrescentado à Charola entre 1510 e 1513, em cuja fachada está a célebre janela da Sala do Capítulo, com um emolduramento sobrecarregado de decoração manuelina.

No reinado de D. João III iniciam-se edificações que prolongam o convento na forma de um grande quadrilátero, organizado em torno de um corredor em cruz, de cada lado do qual se inscreveram quatro claustros, de cujo projecto foi encarregue João de Castilho. Tratou-se de uma arquitectura de vanguarda, de forte influência renascentista italiana. O claustro maior de Castilho foi depois parcialmente escondido pelo belíssimo Claustro Grande, de Diogo de Torralva, que D. João III substitui a João de Castilho nas obras do convento, igualmente uma obra-prima da renascença portuguesa.

De estrutura clássica é ainda a Ermida de Nossa Sra. da Conceição, vizinha do conjunto do Castelo e Convento. Considerada uma jóia do Renascimento europeu, atribuída a João de Castilho, destinar-se-ia a templo funerário para D. João III e sua mulher, D. Catarina, o que não se veio a concretizar.

Bibliografia: Paulo Pereira, Convento de Cristo, Tomar; IGESPAR e Scala Publishers, 2009

Recomendações: Levar calçado confortável e adaptado à fácil caminhada na Mata dos Sete Montes, que tem piso irregular.

Partida: Às 7h45 no comboio regional com destino a Tomar, na estação de Santa Apolónia. Encontro às 7h30 na respectiva plataforma.

O preço inclui o transporte, o seguro, a informação, o mapa e a entrada no museu.

É imprescindível a inscrição no Clube até ao dia 15, quinta, para se proceder à compra dos bilhetes.


Preços:
Adultos 29,00€ Maiores de 65 anos 19,00€