Dornes

A princesa do Zêzere
2019-05-25 (Sábado)

Dornes é uma das aldeias-maravilha de Portugal.

Situada numa pequena península à beira Zêzere, esta encantadora aldeia ribeirinha está envolvida por uma paisagem magnífica que se pode desfrutar junto ao ponto mais histórico e icónico, que é a misteriosa Torre Pentagonal Templária do séc. XII.

Visto dali o rio Zêzere, com as suas águas mansas, é um convite irrecusável a um mergulho, a um passeio de barco ou até a um dia de pesca.

Dornes é uma das mais belas e preservadas aldeias de Portugal, cheia de interesse histórico, repleta de cultura e tradições religiosas.

Tem uma história secular de ocupação humana, sendo a referência mais antiga encontrada no ‘Foral de Arega de 1201’, por D. Pedro Afonso, filho de D. Afonso Henriques, onde se menciona uma povoação chamada Dornas (‘Dommus Fiiz prelatos a Dornas’).

Em 1513 D. Manuel deu-lhe foral de vila e sede de concelho. Com o passar dos tempos, foi perdendo poder, e em 1836 foi extinta a vila e o concelho de Dornes.

Hoje é simplesmente uma aldeia-maravilha.

É neste lugar idílico que lhe propomos uma atividade singular onde se inclui:

um passeio de barco, visita à Igreja de Nª Sª do Pranto e à Torre Pentagonal Templária, uma caminhada à beira rio e um lanche ao fim da tarde.

O passeio de barco terá a duração aproximada de uma hora e está previsto ser feito em ‘duas levas’ de acordo com a capacidade do barco e o número de inscritos. Assim, enquanto uns passeiam de barco, outros terão a oportunidade de conhecer melhor Dornes, especialmente a sua bonita Igreja e a Torre Templária.

O passeio de barco é um ‘must’ por toda a envolvência que o rio e as suas margens proporcionam.

Em Dornes, local de visita obrigatória é a Igreja de Nª Sª do Pranto que está associada a uma lenda muito bonita, envolvendo a Rainha Santa Isabel e uma imagem da Virgem Maria com o seu Santíssimo Filho morto nos braços.

Visita obrigatória é também a Torre Templária de Dornes, que surpreende pela invulgaridade da sua forma (5 faces), e é um exemplar raríssimo de arquitetura militar dos tempos da reconquista do território aos mouros. Foi edificada por Gualdim Pais, cavaleiro de D. Afonso Henriques, para defesa da linha do Tejo. Com o passar do tempo perdeu a função guerreira e ficou como torre sineira desde o séc. XVI até aos dias de hoje.

O percurso de caminhada previsto é baseado no PR1 FZZ Dornes - Vigia do Zêzere, do qual faremos cerca de 10km, aproximadamente metade do total, privilegiando os caminhos junto ao rio Zêzere.

Terá início junto à povoação de Peralfaia e termina em Vale Serrão.

Não tem dificuldades de maior e está bem assinalado.

Nele existe um ponto de ‘paragem obrigatória’, um lugar mágico que os habitantes locais chamam de ‘ilhas’, que se formaram após a construção da barragem de Castelo de Bode e consequente subida do nível das águas.

Ali haverá tempo para comer qualquer coisa e talvez ir ao banho, pelo que quem quiser deve vir prevenido para o efeito (não esquecer calçado apropriado ao leito do rio).

Dornes oferece-nos beleza paisagística, mas também nos oferece muitas e boas surpresas ao nível gastronómico. Dispõe de uma gastronomia rica e variada, onde se destacam os produtos do rio Zêzere. Era inevitável incluir na nossa atividade a degustação de algumas das especialidades locais, como sejam a Sopa de Peixe e o Peixe Frito do Rio.

Por mero acaso, a atividade coincide com a semana do Festival Gastronómico da Fava, e não poderíamos deixar passar a oportunidade de provar também, uma iguaria local: o ‘Pudim de Fava’, rematando da melhor maneira um dia que prevemos memorável.


Recomendações: Trazer farnel, água, vestuário, calçado apropriado e protetor solar.


Cartografia: Folhas 288 e 300 da Carta Militar de Portugal na escala 1/25000.


Partida: Às 07h00 de Entrecampos.


Participação em viatura própria: Ponto de encontro - Junto ao Posto de Turismo, à entrada de Dornes, às 09h30.

  

O preço inclui despesas de reconhecimento, informação diversa, autocarro, seguro, passeio fluvial e lanche.


Atenção: Dada a capacidade de transporte do barco, as inscrições para esta atividade são limitadas.